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RTCP 2026 - CCR_30 | Como Bagos de Romã | Coproduções | Teatro - Comédia

 

A Paz

ESTREIA 

Leirena Teatro

Encenação de José C. Garcia

Dia: 9 maio 2026
Local: Centro Cultural Raiano - Auditório
Duração: 60 min. (aprox.) 
Classificação etária: M/14

Acesso: Entrada gratuita, limitada à lotação, mediante levantamento de bilhete. Após o início do espetáculo, não é permitido entrar no Auditório.

Recolha de imagens: Não é permitida a recolha de imagens ou som deste espetáculo.
Avisos: Durante o espetáculo será utilizada máquina de fumo, haverá fumo de cigarro em cena e serão utilizadas luzes strobe.
Sinopse
Cansado de uma guerra que se prolonga sem sentido, o velho Trigeu decide subir ao Olimpo, montado num escaravelho gigante, para resgatar a Paz e devolver à humanidade a possibilidade de viver sem medo.
Nesta adaptação, os filhos ao reconhecerem o perigo em que Trigeu se coloca, decidem entrar no imaginário do pai, ajudando-o na sua ascensão improvável que o levará a enfrentar os deuses e o próprio absurdo da guerra.
Ou
Atenção. Atenção. Isto não é uma simulação. Perigo. (Som de sirene IIIiiiiiiii)
Um mortal montado num escaravelho voador foi visto a sobrevoar o Olimpo. Atenção! Atenção! Pede-se para quem o avistar que abata!
Repito! Que o abata! Abata! 
Cordialmente,
Assinado, 
A Guerra.
Porquê a Paz hoje?
«A Paz» é uma peça de teatro originalmente escrita em 421 a.C por Aristófanes, considerado o «pai da comédia», e apresenta um tema da maior atualidade.
Num tempo em que dezenas de conflitos armados permanecem ativos e em que o investimento global em armamento cresce a um ritmo alarmante, torna-se urgente recordar que a paz não é uma utopia, é uma escolha. E muitas vezes nasce de um gesto aparentemente absurdo, mas profundamente corajoso: o de quem ousa dizer basta. Escrita há mais de 2.400 anos, «A Paz» mantém-se inquietantemente atual. Trigeu pode ser hoje qualquer um de nós, disposto a subir ao Olimpo, ou ao poder, para resgatar aquilo que nos faz humanos.
Num mundo dominado pela exaltação do conflito, o riso afirma-se como forma de resistência, e a arte reafirma o seu papel de questionar, unir e imaginar alternativas. É nesse território, entre a crítica e o sonho, que «A Paz» continua a ecoar como um convite à lucidez e à possibilidade.
Sobre o espetáculo
A ação desenrola-se num território em constante construção: um campo de guerra que se ergue diante do público através de caixas de munição, tubos de cartucho, despojos de guerra, redes e paraquedas, transformados em obstáculos e possibilidades criativas. A cenografia constrói-se progressivamente em cena, num espaço em permanente transformação, onde cada elemento pode ser abrigo, arma, limite ou possibilidade. A encenação explora o jogo físico entre corpo e objeto, fazendo emergir imagens que atravessam o grotesco, a crítica e a esperança.
Entre o grotesco e o poético, o espetáculo convoca o corpo, a voz, o ritmo e a música como matéria viva, colocando estas linguagens ao mesmo nível do texto. Este diálogo entre dimensões físicas, sonoras e visuais amplia a força poética e crítica da obra, despertando a imaginação do público. Partindo da dramaturgia de Aristófanes, «A Paz» revela-se como uma comédia política que denuncia o absurdo do conflito e questiona o belicismo e os sistemas que dele beneficiam. Ao mesmo tempo, convoca uma imaginação profundamente simbólica e visual entre o fantástico e o grotesco, onde emerge o contraste entre o absurdo da guerra e o desejo genuíno de paz.
Ficha artística, técnica e autoral
Criação colectiva | Leirena Teatro
Direção | José C. Garcia
Elenco | Bruno Alves, Catarina Carmo, Diana Cunha, Frédéric da Cruz P., João Moital, Rui Raposo e Virgínia Achique
Direção de movimento | Bruno Pardo
Colaboração sonora | Surma
Cenografia | Leirena Teatro
Direção técnica: André Pina
Figurinos | Carla Freire
Design gráfico | Paulo Fuentez
Gestão do projeto | Axel Vala e Vanessa Almeida
Fotografia | Carlos Gomes
Vídeo | Amy Silva
Uma criação | Leirena Teatro 2026
Em coprodução com o Festival Internacional de Teatro Clássico de Mérida, Teatro José Lúcio da Silva e Centro Cultural Raiano
Apoios Leirena: Município de Leiria, União de Freguesias de Marrazes e Barosa e a Descampo.
O Leirena Teatro é uma estrutura financiada por DGArtes e República Portuguesa.
Breve Biografia José C. Garcia, Encenador
José C. Garcia, nascido em Moçambique em 1969, é ator, encenador e diretor artístico da Companhia do Chapitô, que cofundou em 1996. Desenvolve trabalho em teatro, televisão e cinema, em Portugal e Espanha, tendo colaborado como ator com diversos encenadores portugueses e internacionais e, como encenador, com companhias como a Peripécia Teatro, Marmar Teatro, Gorakada, ESTE e InHabitants. Foi distinguido com vários prémios em Portugal e Espanha, entre os quais três Prémios FETEN de Melhor Encenação por La Vuelta al Mundo en 80 Días, Moby Dick e Pinocho, bem como os prémios de Melhor Espetáculo por El viaje de Ulises e La Isla del Tesoro. Participou ainda como ator na novela Laços de Sangue, vencedora de um Emmy Internacional, e recebeu o Prémio de Melhor Actor no FestFilmes pelo filme Prescrição.
Apoio
República Portuguesa - Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes / Rede Portuguesa de Teatros e Cineteatros Portugueses (RTCP)
Informações 
Centro Cultural Raiano
Av. Joaquim Morão
6060-713 Idanha-a-Nova
GPS: 39.926967, -7.243981
Tel.: (+351) 277 202 900
Email: ccr@idanha.pt
Site: www.idanha.pt/agenda
Horário de funcionamento ao público: De terça a domingo, das 9h00 às 13h00 e das 14h00 às 17h00, exceto a 1 de janeiro, Domingo de Páscoa, feriado municipal (terceira segunda-feira após a Páscoa) e 25 de dezembro. A bilheteira abre uma hora antes do início dos espetáculos.

 

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