Este website utiliza cookies que facilitam a navegação, o registo e a recolha de dados estatísticos.
A informação armazenada nos cookies é utilizada exclusivamente pelo nosso website. Ao navegar com os cookies ativos consente a sua utilização.

 


Foto: João Octávio Peixoto
RTCP 2026 - CCR_30 | Como bagos de romã | Coprodução original | Dança

dançar até cantar o fim do mundo

De Daniela Cruz 

Nome Próprio

 

Dia: 14 novembro 2026 
Horas: 21h30
Local: Centro Cultural Raiano - Auditório
Duração: 65 min. (aprox.)
Classificação etária: M/14
Acesso: Entrada gratuita, limitada à lotação
Entrada após o início do espetáculo: Não permitida
Recolha de imagens pelo público: Não permitida
AVISO AO PÚBLICO: Nudez integral de todos os intérpretes no final do espetáculo

Sinopse
dançar até cantar o fim do mundo é dizer ao mundo que o fim, assumindo-se como um fim, deve então ser celebrado. Que dançar até cantar o fim do mundo seja esta celebração despojada, quase primitiva de purgar convenções, fronteiras ou controlos.
Convocamos vozes transpiradas e corpos afinados e ocupamos o vazio como se fosse tudo, como se no vazio partíssemos para todas as possibilidades, todas as liberdades.
Dançamos até cantar o fim do mundo. Pode ser que ele acabe de forma diferente.
Sobre o espetáculo
“De que lugar se projectam os paraquedas? Do lugar onde são possíveis as visões e o sonho. Um outro lugar que podemos habitar além dessa terra dura: o lugar do sonho.” – Ailton Krenak
.  
dançar até cantar o fim do mundo é um acto político, mas que não responde a
narrativas ou significações lineares. Esta característica propõe um espectáculo que
olha de forma positiva para o contexto que nos rodeia. Num contexto social de excessos, relevante para “um caminho para um fim”, parece-nos significativo este espectáculo habitar o espaço vazio.
“O fim do mundo talvez seja uma breve interrupção de um estado de prazer extasiante que a gente não quer perder.” - Ailton Krenak
Esta nova criação da Nome Próprio, com direcção artística de Daniela Cruz, é um projecto sobre despojamento e sobre celebração.
À imagem do que tem sido habitual no trajecto da criadora pretende-se que as diferentes áreas artísticas sejam os veículos de tradução do mundo.
dançar até cantar o fim do mundo é um movimento de força, de forças. Cantar e dançar nas suas formas mais elementares são manifestações associadas a processos de ritual, de transformação, de passagem, de encontro quase como processos inconscientes de manifesto.
Convocam-se 7 intérpretes multidisciplinares, com forte consciência do movimento e da voz que o corpo produz.
A voz e o canto, extensões do corpo, são as matérias de celebração do fim do mundo.
O processo contempla a criação de sonoridades que são transformadas em partituras musicais cantadas e coreografadas ao vivo, como se acedêssemos à coreografia da voz. A palavra perde a sua significação, para se tornar corpo em movimento ou voz mais interna, transcendental.
“Esse contacto com outra possibilidade implica escutar, sentir, cheirar, inspirar, expirar aquelas camadas do que ficou fora da gente como “natureza”, mas que por alguma razão ainda se confunde com ela.
“Quando, por vezes, me falam em imaginar outro mundo possível, é no sentido de reordenamento das relações e dos espaços, de novos entendimentos sobre como a gente se pode relacionar com aquilo que se admite ser a natureza, como se a gente não fosse natureza.” - Ailton Krenak
Fiz como as crianças fazem: coloquei o coração ao ritmo da terra e comecei a fazer perguntas.
Nunca vi ninguém comer tudo à volta e ficar bem depois. É indigesto comer cascata logo depois de carvalho ou sobreiro.
This will be unsafe.
It´s coming. It’s on its way.
Prepare yourself.
First time tumbles
Second, clouds begin to race
Third the world’s edge begins to crumble
Fourth the earth boils over 
(Trees that fall give space to others) 
Fifth everything starts to collapse 
(Collapsing is not a dream) 
Sixth it tumbles
Seventh it crumbles
Eighth it collapses
Ninth I look in to the waterfall
(Comer cascata é indigesto)
Tenth, I begin to fall 
 
O que fazer quando o mundo começa a colapsar?

Eu costumo dar um passeio e, se tiver muita sorte, encontro cogumelos.

We’re definitely not prepared for this.
 
Ficha artística e técnica

 

DIRECÇÃO e interpretação DANIELA CRUZ
em co-criação com 
 
ANA RITA XAVIER [interpretação]
GIOVANA SANCHEZ [interpretação]
LILIANA OLIVEIRA [interpretação]
NUNO PRETO [composição musical e interpretação]
PANNAGIOTA BAFOUNI [interpretação]
SAMUEL MARTINS COELHO [composição musical e interpretação]
 
JORDANN SANTOS [figurinos]
CÁRIN GEADA [desenho de luz e espaço cénico]
FRANCISCO MONTEIRO [desenho de som]
BEATRIZ ROLA [apoio à voz]
ÁNGELA DIAZ QUINTELA [processo de pesquisa]
CRISTINA P. LEITÃO, TALES FREY [olhar externo]
INÊS PINHEIRO TORRES [produção executiva colectivo espaço invisível]
 
PRODUÇÃO NOME PRÓPRIO ANDREIA FRAGA E NUNA REIS
COMUNICAÇÃO SUSANA LAGE 
CO-PRODUÇÃO COLECTIVO ESPAÇO INVISÍVEL, FUNDAÇÃO SERRALVES, CENTRO CULTURAL RAIANO, TEATRO CINE GOUVEIA, CINETEATRO ALBA, CINETEATRO ANTÓNIO LAMOSO
ACOLHIMENTO TEATRO MUNICIPAL DE BRAGANÇA
APOIO À RESIDÊNCIA ARTÍSTICA A PALLEIRA, CRL – CENTRAL ELÉTRICA, FUNDAÇÃO SERRALVES
A Nome Próprio é uma estrutura residente no Teatro Campo Alegre, no âmbito do programa Teatro em Campo Aberto, e tem o apoio da República Portuguesa – Ministério da Cultura / DGArtes

 

DANIELA CRUZ
[Porto, 1985]. Licenciada em Dança pela Codarts, em Roterdão. Como intérprete, colaborou com André Braga e Cláudia Figueiredo/Circolando, Cristina P. Leitão, Joana Providência, Jonathan Saldanha e Catarina Miranda, Madalena Victorino, Marco da Silva Ferreira, Nuno M. Cardoso, Sofia Dias e Vítor Roriz e Victor Hugo Pontes, entre outros. Desenvolveu também trabalho de assistência de direcção com Joana Providência e Victor Hugo Pontes. Criou vários trabalhos para público infantil e público geral. Fez encenação de várias óperas, produção de MPMP e Sinfonietta de Braga. Integrou projectos participativos enquanto co-directora artística, com produção do Colectivo Espaço Invisível. É actualmente a directora artística da Nome Próprio.
Mais informação em: danielammc.wordpress.com

 

NOME PRÓPRIO
A Nome Próprio é uma estrutura dedicada à produção e promoção de projectos artísticos, sobretudo de dança contemporânea e teatro.
Fundada em 2000 por Victor Hugo Pontes, coreógrafo e encenador, as suas actividades intensificaram-se a partir de 2010.
Tem desenvolvido projectos com inúmeros artistas e instituições, apresentados em todo o país e, também, internacionalmente.
Desde a sua fundação, produziu espectáculos como ‘A ballet story’ (Melhor Espectáculo de Dança do Ano 2012, Público e Expresso), ‘Zoo’, ‘Fall’, ‘Coppia’, ‘Orlando’, ‘Se Alguma Vez Precisares da Minha Vida, Vem a Toma-a’, ’Margem’ (Prémio Melhor Coreografia SPA, 2018), ‘Drama’, ‘Os três irmãos’, ‘Corpo Clandestino’, ‘Bantu’, ‘Há qualquer coisa prestes a acontecer’ e ‘OS GIGANTES’. Para além da circulação de alguns destes projectos, a Nome Próprio tem em curso a nova criação, com estreia em 2025.
Mais informação em: www.nomeproprio.pt
Apoio à Programação
República Portuguesa - Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes / Rede Portuguesa de Teatros e Cineteatros Portugueses (RTCP)

 

Centro Cultural Raiano
Av. Joaquim Morão
6060-713 Idanha-a-Nova
GPS: 39.926967, -7.243981
Tel.: (+351) 277 202 900
Email: ccr@idanha.pt
Site: www.idanha.pt/agenda
Horário de funcionamento ao público: De terça a domingo, das 9h00 às 13h00 e das 14h00 às 17h00, exceto a 1 de janeiro, feriado municipal (terceira segunda-feira após a Páscoa) e 25 de dezembro. A bilheteira abre uma hora antes do início dos espetáculos.

 

 

 

Venha Recomeçar em Idanha-a-Nova!

Aqui esperamos por si, pela sua família e pelas suas ideias.