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Quixote e Pança, Sonhadores de Mundos

Encenação de Paulo Calatré 

Teatro das Beiras

Para tod@s

 

Dia: 25 setembro 2026
Horários: 
14h30:
Sessão para público escolar
21h30: Sessão para público em geral
Local: Centro Cultural Raiano - Auditório
Duração: 45 min. (aprox.)
Classificação etária: M/6
Acesso: Entrada gratuita, limitada à lotação
Entrada após o início do espetáculo: Não autorizada
Recolha de imagens ou som pelo público: Não autorizada
AVISO: Utilização de luz estroboscópica durante o espetáculo - Espetáculo não aconselhável a pessoas com epilepsia
 
Sinopse
A peça «Quixote e Pança, Sonhadores de Mundos» encenada por Paulo Calatré é inspirada em "D. Quixote", de Miguel de Cervantes, e em "A Vida do Grande D. Quixote de la Mancha e do Gordo Sancho Pança", de António José da Silva.
Esta criação teatral mergulha no universo da imaginação como força motriz da construção de mundos e histórias, e convida o espectador a fazer uso do acto mais corajoso dos tempos que correm: imaginar.

 

Sobre a peça
Numa noite chuvosa e rasgada por trovões, quatro jovens encontram abrigo num teatro abandonado. O pó levanta-se como memória, o silêncio escuta-os. Os fantasmas murmuram. No centro do palco, um livro antigo espera Dom Quixote e o seu escudeiro Sancho Pança.
Abrem-no.
E, sem saber como, caem lá dentro.
O que era papel transforma-se em vento, em cavalo, em gigantes. As palavras ganham corpo. As vozes multiplicam-se. Eles já não são apenas quatro são muitos mais, são outros, são personagens, são tudo aquilo que ousarem imaginar.
Tal como Dom Quixote e Sancho Pança, estes quatro jovens estão no palco, no lugar das histórias, no lugar onde o real se desfaz e o sonho começa. E talvez não haja diferença.
Inventam mundos como quem acende luzes no escuro. Perdem-se para se encontrarem. Brincam à loucura ou será à liberdade? E uma pergunta fica suspensa no ar: quem é que decide o que é verdadeiro?
Lá fora, o mundo corre depressa. Ecrãs acesos, internet acelerada, tudo imediato, tudo já. O mistério encolhe. A imaginação adormece.
Mas aqui, neste palco, ela, a imaginação, resiste.
Respira.
Cresce.
E lembra-nos que imaginar pode ser o mais corajoso dos actos. Que a imaginação é a energia mais poderosa do mundo.
O Teatro das Beiras abre-te a porta.
Entra.
Talvez, tal como D.Quixote, nunca mais vejas a realidade da mesma forma.
Ficha artística e técnica
A partir de Miguel de Cervantes e António José da Silva
Dramaturgia, Encenação e Cenografia: Paulo Calatré
Assistência de encenação e voz-off: Patrícia Andrade
Interpretação: Benedita Mendes, Eduardo Corono, Ellen Rodrigues e Miguel Brás
Figurinos: Patrícia Costa
Adereços, cartaz e materiais gráficos: Rafaela Schimitt
Desenho de luz e operação de luz: William Alves
Criação sonora e operação de som: João Nuno Henriques
Construção de elementos cénicos: William Alves
Produção e comunicação: Celina Gonçalves
Assistência de produção e comunicação: Patrícia Morais
Vídeo promocional e fotografias de cena: Ovelha Eléctrica
 
Direção artística do Teatro das Beiras: Fernando Sena e Sónia Botelho

 

Paulo Calatré, encenador

Nasceu em 1976, no Porto. Licenciou-se em Interpretação e frequentou o mestrado em encenação da Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo. Lecciona na Universidade Lusófona e na ACE-Famalicão. Colabora regularmente com a ESMAE e ACE-Escola de Artes do Porto.
Tem desenvolvido trabalho como encenador, destacando-se os seguintes espetáculos: “Ricardo III”, de W. Shakespeare; “Auto da Barca do Inferno”, de Gil Vicente; “Dodô - No Rasto do Pássaro do Sono” e “Aventuras de Auren - O Pequeno Serial Killer” de Joseph Danan; “Pervertimento” de Sanchis Sinisterra; “Chat Room” de Enda Walsh; “Esta Noite Improvisa-se” de Luigi Pirandello; “Trilogia de Guerra” de Edward Bond; “A Rua” de Jim Cartwright; “Migrantes” de Matéi Visniec; “Sonho de Uma Noite de Verão” de W. Shakespeare, “Coro dos Maus Alunos” de Tiago Rodrigues; “Titus Andronicus” de W. Shakespeare e “Tivessem Ficado Em Casa Seus Anormais” de Rodrigo García.
Como ator, colaborou com diversos encenadores e companhias, como João Cardoso (Assédio), Ricardo Alves (Palmilha Dentada), Júlio Cardoso (Seiva Trupe), Kuniaki Ida (Teatro do Bolhão), Luís Varela, Gonçalo Amorim (TEP), Fernando Mora Ramos (Teatro da Rainha), entre outros.

 

Teatro das Beiras
Criado em 1974 na Covilhã, o Teatro das Beiras é companhia profissional desde 1994. Ao longo dos mais de 50 anos de existência, o Teatro das Beiras produziu 123 criações, tendo realizado mais de 3.000 apresentações a que assistiram cerca de 300.000 espetadores. O trabalho regular com o público e escolas da região da Beira Interior, cumpre uma missão de serviço público na democratização do acesso aos bens culturais.
O reconhecimento do trabalho efetuado pela companhia está patente não só nos vários protocolos assinados com diversas autarquias da região, mas também pelo número de espetáculos realizados nos concelhos que compõem esta região (mais de 1.500).
Tem sido preocupação nas escolhas do Teatro das Beiras o percurso pelos grandes momentos da história do teatro:  Lope de Rueda, Molière, Goldoni, Tchekhov, Strindberg, Sean O' Casey, Brecht, Tennessee Williams, Thomas Bernhard, entre outros. Da mesma forma, a companhia acompanha a reflexão pedagógica sobre os currículos escolares; daí a produção regular de um teatro endereçado ao jovem público, no âmbito do qual manifesta a preocupação de apresentar textos contemporâneos, bem como autores nacionais como Gil Vicente, Anrique da Mota, Raúl Brandão, Vergílio Ferreira, Alçada Baptista, Ernesto Melo e Castro, Rui Pina Coelho, entre outros.
O Teatro das Beiras, apesar de ser um projeto de descentralização teatral para a Beira Interior, mostra as suas produções em todo o país, tendo realizado apresentações em mais de 150 concelhos. Ao longo destes anos foram realizadas cocriações com o Teatro Nacional D. Maria II, CENDREV, ACERT, Teatro do Montemuro, Quarta Parede, Karlik danza teatro e Teatro da Rainha. Organiza, desde 1980, o Festival de Teatro da Covilhã, no qual já participaram a maioria das companhias de teatro portuguesas e várias estrangeiras.
A aquisição em 2000 do edifício para sede e auditório da companhia permitiu o acolhimento de outras companhias e projetos de teatro, música, dança, exposições plásticas, bem como organizar ações de formação de atores e técnicos. Internacionalmente, a companhia participou em festivais e realizou apresentações em Espanha e França.
Em janeiro de 1998 foi atribuído ao Teatro das Beiras o Diploma de Utilidade Pública. Desde 2015, o Teatro das Beiras participa no Circuito Ibérico de Artes Cénicas do qual é membro fundador. No mesmo ano, foi-lhe atribuída a Medalha de Prata de Mérito Cultural do Município da Covilhã. Em 2021 integrou as Comemorações Oficiais do centenário de José Saramago com a peça “Quem se chama José Saramago”.
 
Apoio à Programação
República Portuguesa - Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes / Rede Portuguesa de Teatros e Cineteatros Portugueses (RTCP)

 

Centro Cultural Raiano
Av. Joaquim Morão
6060-713 Idanha-a-Nova
GPS: 39.926967, -7.243981
Tel.: (+351) 277 202 900
Email: ccr@idanha.pt
Site: www.idanha.pt/agenda
Horário de funcionamento ao público: De terça a domingo, das 9h00 às 13h00 e das 14h00 às 17h00, exceto a 1 de janeiro, feriado municipal (terceira segunda-feira após a Páscoa) e 25 de dezembro. A bilheteira abre uma hora antes do início dos espetáculos.

 

encenação de Paulo Calatré

 

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