A Aliança Territorial Europeia (ATE), constituída pelo Norte da Extremadura espanhola e pela Beira Baixa portuguesa, reuniu hoje, dia 5 de junho de 2026, no Parlamento da Extremadura, em Mérida (Espanha), com o grupo parlamentar “Unidas por Extremadura”. O encontro dá continuidade aos trabalhos de sensibilização política que, no passado dia 28 de maio, juntaram a ATE aos grupos parlamentares do PSD, PS e Chega na Assembleia da República portuguesa, e após uma ronda de audiências com as diferentes forças partidárias na Assembleia da Junta da Extremadura.
O Vice-Presidente da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova marcou presença na reunião e apresentou quatro eixos fundamentais que justificam a construção do IC31. Na sua intervenção, Vítor Mascarenhas estruturou a relevância desta obra, justamente apelidada como a “Autoestrada da Esperança”, com base no desenvolvimento económico, no combate ao despovoamento, na coesão territorial e no turismo. Estes pilares sustentam a necessidade de avançar com uma infraestrutura de futuro que traz uma nova perspetiva de fixação e crescimento para esta região transfronteiriça.
A ATE reclama formalmente junto da Junta da Extremadura o início das obras do troço de 20 quilómetros entre Moraleja e Monfortinho, no concelho de Idanha-a-Nova, até ao final deste ano. Em simultâneo, a aliança exige ao Governo de Portugal o arranque dos 22 quilómetros da primeira fase do IC31, entre Alcains (A23) e o cruzamento com as estradas EN353/EN557, para o início do segundo semestre de 2027.
Os promotores da iniciativa reiteram que a concretização desta “Autoestrada da Esperança” é fulcral para travar o despovoamento da fronteira. A nova via rápida funcionará como um corredor turístico e logístico vital para fixar empresas e criar postos de trabalho em ambos os lados da raia. A urgência da infraestrutura rodoviária traduz o sentimento da população local, que se mobilizou no passado dia 20 de maio, em Monfortinho, numa manifestação que reuniu cerca de mil cidadãos ibéricos em defesa deste investimento.